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A Boa e Velha Comédia Romântica

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Que mulher nunca sentou no sofá da sala com a pipoca do lado, o refrigerante do outro e se deliciou com uma boa e velha comédia romântica?

A mocinha é geralmente uma garota normal, com uma vida normal e amigos normais. Não é tão bonita e muito menos rica. É desastrada, bobinha e atrapalhada. No entanto suas qualidades conquistam a todos ao seu redor, é sonhadora, perseverante e tem um grande senso de humor.


O mocinho por outro lado esbanja dinheiro, usufrui de uma beleza inquestionável e possui amigos igualmente afortunados. É talentoso, inteligente e demonstra ter uma personalidade um tanto frívola. Defeitos? Nossa, não precisa nem dizer, a resposta está bem acima. Acho que a pergunta mais apropriada seria: Qualidades?

Certo dia a desafortunada mocinha esbarra com o afortunado mocinho e o mundinho de ambos passa de restrito á clichê. O que vem depois? É fácil prever. De início o casal não se entende. Na realidade as cenas entre briguinhas e intrigas são constantes e sem motivo aparente ao qual ninguém entende muito bem o porque. Talvez seja por causa da óbvia diferencia entre os dois, vai saber...

O que se sabe é que essas ceninhas acabam sendo um bom atrativo para dar altas risadas do circo que se arma entre a mocinha atrapalhada e o mocinho injuriado. É nesse ponto que o gênero em questão faz valer a pena todas as lágrimas que as expectadoras mais sensíveis irão derramar no tão esperado felizes para sempre.

É somente no meio da história que o nosso casal engata um romance inicialmente platônico. Depois de toda a briguinha descomunal os dois acabam se rendendo aos seus respectivos encantos e finalmente dão início aquelas cenas em que um fica observando o outro de longe enquanto a trilha sonora enche as caixas de som da nossa tv com músicas melosas, contribuindo e muito para amolecer o coração de qualquer telespectador.

Depois disso é só correr para o abraço, como já diz a velha expressão popular. O nosso casal acaba consolidando de vez o romance e aparentemente acabam aceitando os defeitos um do outro. Digo “aparentemente” porque na prática não é bem assim que as coisas acontecem. A mocinha que no início era mais atrapalhada que um energúmeno acaba se tornando um poço de sensatez e perspicácia. Lembram que lá no início comentei sobre a questionável beleza da nossa protagonista? Pois é, na realidade ela é bem bonita, o problema é que as roupas e os apetrechos usados é que não realçavam a sua beleza. No entanto esse pequeno problema é resolvido a olhos nus para que todos nós, telespectadores, fiquemos abismados com a tal força do amor.

o mocinho passa de frívolo a carismático, mudando de vez sua personalidade e tornando-se literalmente outra pessoa. O que não muda mesmo é o charme, sensualidade e beleza que o galã emana para garantir o deslumbramento das telespectadoras até os primeiros créditos de encerramento começarem a rolar.

Mesmo com todo o clichê e fantasia a boa e velha comédia romântica ainda faz a cabeça da maioria das mulheres e é sucesso garantido em todas as telinhas por onde passa. Um gênero que aborda o cotidiano de uma forma leve e um tanto ingênuo, mas que na realidade leva a grandes questionamentos. O problema maior é que sempre há um final feliz.

Por Nathália Nóbrega

 

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