O punk está morto. Vida longa ao Punk!

domingo, 12 de julho de 2009

Foto: Modelo: Nathália Nóbrega ; Fotografo/Designer Gráfico: Ricardo Maciel

Há quem diga que o espírito punk morreu. Não morreu, transcendeu. É comum achar as referências por aí. Dispersou-se em outras vertentes, se mantendo vivo e renovado. A valorização do rock que temos acompanhado na mídia, faz com que o hoje dito punk rock (ênfase no rock) viva de uma maneira inovadora e diferenciada.
Quem conhece a história do punk sabe que sua trajetória foi muito mais do que um simples gênero musical ou um estilo á seguir. Quando o punk rock veio ao mundo na década de 70, ser punk ou consumir suas músicas era um estilo de vida, um movimento onde pessoas engajadas acreditavam em um ideal e uma referência de vida era idealizada nas letras de cada música.

Em 1976, os Ramones e os Sex Pistols realizaram uma turnê pelo Reino Unido, que inspirou o surgimento da primeira leva de bandas punk britânicas, como The Clash, The Damned, The Buzzcocks e muitas outras através do princípio do "Faça você mesmo".
Os Ramones faziam um rock de alta voltagem. Suas músicas duravam, no máximo, dois minutos. Eles resumiram a regra sagrada do punk: três acordes, no máximo, por música e nada de solos virtuosos de guitarra. Cultivaram um visual pra combinar com a música, tanto é que a banda punk novaiorquina Television apresentou um novo visual de rua, com cabelos curtos e camisetas rasgadas.
Essas bandas não cantavam sobre paz e amor, cantavam sobre a vida na cidade grande de New York, o tédio e drogas.
Esta revolução americana foi vista por um jovem inglês chamado Malcolm McClaren, que estava em New York trabalhando como empresário da banda New York Dolls.

Em 1975, Malcolm retornou para Londres com uma idéia que iria agitar a cena musical.
Os Sex Pistols eram quatro adolescentes que frequentavam a Sex, loja de McClaren, em Londres.
Malcolm chamou Johnny Lydon para ser o vocalista e lhe deu o apelido de Johnny Rotten. Os Sex Pistols não tocavam tão bem quanto os Ramones, mas tinham atitude e sabiam provocar. Eles tinham todos os elementos certos para se tornarem os superstars do punk rock. Em outubro de 1976, os Sex Pistols assinaram com uma gravadora e em um mês lançaram "Anarchy in the UK".
Esta música alcançou o 38º lugar das paradas e cinco dias depois chegaram às manchetes de toda a Inglaterra.

A banda maltratou e xingou o apresentador de um programa de entrevistas ao vivo na televisão, resultando na revoltada da nação. Conclusão: a gravadora dos Sex Pistols os dispensaram.

Foi então que a banda teve a idéia de substituir o baixista Glen Matlock por Sid Vicious.
É nesse início de carreira que a banda passa a polemizar cada vez mais usando suásticas, símbolos comunistas e indumentária sadomasoquista num agressivo deboche aos valores políticos, morais e culturais (influenciados e patrocinados por Malcolm McLaren e Vivienne Westwood, amigos aficcionados pelas idéias Dadaístas e sadomasoquistas).
Vivienne Westwood patrocinava e vestia os Sex Pistols

Depois disso os Sex Pistols assinou um novo contrato e lançou o single "God save the Queen" em março de 1977.
A capa mostrava a foto da Rainha Elizabeth com um alfinete espetado na boca.
Essa provocação foi considerada um insulto e aumentou a conotação anarquista da banda. As rádios se recusaram a tocar a música e as grandes lojas de discos a proibiram. Mesmo assim ela chegou ao 2º lugar nas paradas.
No entanto os Sex Pistols não eram os únicos punks da cena. O Damned, formado em 1976, era uma das bandas mais barulhentas, energéticas e divertidas da cena punk.
A maquiagem branca com delineador preto do vocalista Dave Vanian foi o começo do visual gótico.
Um visual que existe até hoje. Marilyn Manson e Brian Molko vocalista do Placebo são discípulos do Dave Vanian do Damned.
No entanto não erahomem que cuspia e usava maquiagem. O punk derrubou muitas barreiras e encorajou as mulheres a se rebelarem contra os estereótipos da sociedade. A pioneira do punk, Patti Smith, inspirou a Poly Styrene do X-Ray. As mulheres nunca foram tão hardcore. O punk abriu as portas para uma revolução na moda e na cultura popular, mas estava prestes a trazer a tona uma nova onda musical.
A banda The Clash se formou em 1975 e surgiu como uma das maiores bandas da cena punk britânica. Eles abriram os shows dos Sex Pistols na mal sucedida turnê "Anarchy in the UK", na qual os Sex Pistols foram proibidos de tocar em qualquer parte.
Em 1977, o The Clash lançou seu álbum de estréia, "The Clas", que a revista Rolling Stone chamou de "o álbum punk definitivo".

Os anos 80 chegou e com ele veio a comercialização das músicas que acabou gerando o fim do movimento punk, mas o seu ideal voltou nos anos 90.
O espírito punk reapareçeu no grunge. Tanto no punk quanto no grunge, o que importava era a expressão crua da emoção sobrepujando a técnica.
Ambos desprezavam o glamour e a bajulação que vinham com o sucesso. O grunge também falava de um sentimento de futilidade e desilusão entre os jovens.

O suicídio de Kurt Cobain em 1994 refletiu o mesmo elemento auto-destrutivo do punk que acabou matando Sid Vicious.
Em 1995, o grupo californiano Green Day entrou na parada de sucesso com a música "Basket Case". O seu som simples e cheio de energia fez com que a imprensa especializada começasse a falar sobre a volta do punk. As bandas californianas NOFX, Mxpx, Offspring e Rancid também faziam parte desta nova cena punk.
Atualmente, a atitude punk também pode ser encontrada em muitos estilos musicais, tais como dance, house, techno e industrial.

O espírito revolucionário do dance e do punk se uniram quando Leftfield chamou o ex-Sex Pistol Johnny Rotten para cantar na música "Open up", em 1993. Além da atitude punk na dance music, há também o visual semelhante, cheio de cores fortes, cabelos coloridos, muito metal nas roupas e piercings.
Em 1996, os Sex Pistols se reuniram para uma turnê. A vaga de Sid Vicious foi preenchida pelo baixista original, Glen Matlock.

Numa coletiva de imprensa, Johnny Rotten anunciou: "encontramos uma causa em comum: o seu dinheiro".
O punk nasceu causando pânico moral e durou somente alguns anos da década de 70, e hoje, embora não esteja totalmente domesticado, não só incorporou-se bem ao sistema como é uma de suas maiores vigas de sustentação.

O punk está morto.
Vida longa ao punk!
Por Nathália Nóbrega

"O punk foi uma completa revolta cultural. Foi uma grave confrontação com o lado obscuro da história e da cultura, com as fantasias da direita, com os tabus sexuais, uma investigação de maneira minuciosa que nunca havia sido feito antes por qualquer geração"


Reportagem excelente da emissora BAND sobre o MOVIMENTO PUNK no Brasil:

11 comentários:

Anônimo disse...

Gostei do seu post sobre punk!Bem esclarecedor, pra mim que não entendo muito sobre rock e suas vertentes!
Meu post sobre rock também já está pronto!www.sazonitos.blogspot.com
Vou usar seu post como referência para o meu próximo post de estilo!
Já restabeleci meu pc, madei pro concerto e tá "novo" de novo!

Beijoaparece!
Boa semana!

Aline

thamy on 14 de julho de 2009 06:21 disse...

Achei super interessante seu blog...embora não goste de punk. Achei interessante como você retratou e o post anterior é super bacana.

Parabéns.
Beijos ;}

Deeeh _ on 14 de julho de 2009 11:58 disse...

nao gosto muito de punk.
mas achei a sfotos beem legais.
beijoos

Prixty on 14 de julho de 2009 16:39 disse...

é, concordo. \o
uma parte da culpa é da mídia, mas também cabe à nós decidir se vamos acreditar ou não. ^^

hm, acho bonitas algumas coisas punks, como algumas peças de roupa, por exemplo. mas tipo, não simpatizo com moicano e a maquiagem, entre outros. xD
mas tem quem goste e dê mais valor que eu. :]
super completo o post, parabéns. \o



http://www.prixty.blogspot.com

Palavras anônimas... on 16 de julho de 2009 10:25 disse...

Eu ja gosto dela de gratiz.
dhsudhsudhsu
add eu aki viu ^^
Jéssica. Transword*

Prixty on 16 de julho de 2009 12:55 disse...

hm, é realmente estranho DBY não despertar interesse. o.õ
mas dá pra entender. xD
aheauhehaehauea.



http://www.p-helloworld.blogspot.com

Hoshi Lamperouge. on 16 de julho de 2009 19:33 disse...

err, nao gosto de punk ):
prefiro outros estilos. \o

mas eeeenfim, AMEI a foto. *-*
que modeeelo. :D
hsaushaushaushuahsaushua.

:*

Palavras anônimas... on 17 de julho de 2009 09:37 disse...

Todo personalizado, era do outro blog, daí colokei nele.
ainda não tah totalmente "pronto" mais vai ficar.
O poema, é um grande amigo meu que fez, e dedicou pra mim ^^
=D
Num é lindo.
Amanhã posto um que eu mesma fiz.
Beijos, até o transworld!
=***

Anônimo disse...

Que lindo que ficou este post
eu não li ainda
to sem tempo de internet
gatona
desculpe, tá?
Bjus
xxx henrique teixeira

PS: Logo estarei aki com tudooooooooooo

dani rotelli on 30 de abril de 2010 20:31 disse...

Parabéns!

Niik on 14 de dezembro de 2010 11:21 disse...

Adorei mesmo o seu blog, morte aos punks_ jamais.

Ps, blog meeeu, http://mkworld-niik.blogspot.com/

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