Crepúsculo

sábado, 2 de maio de 2009

Depois de vários anos, Isabella Swan retorna à nublada e chuvosa cidadezinha de Forks. O qual é o último lugar onde gostaria de viver. Bella tenta se adaptar à vida provinciana na qual aparentemente todos se conhecem, lidar com sua constrangedora falta de coordenação motora e se habituar a morar com um pai com quem nunca conviveu. No entanto, é nesse clima monótono e um tanto mordaz, que Edward Cullen aparece em seu destino.

Ele é lindo, perfeito, misterioso e à primeira vista hostil à presença de Bella. O que provoca nela uma inquietação desconcertante. Ela se apaixona. Ele, no melhor estilo “amor proibido”. Ela é uma garota incomum. Ele é um vampiro. Ela precisa aprender a controlar seu corpo quando ele a toca. Ele, a controlar sua sede pelo sangue dela.
O que Bella não percebe é que quanto mais se aproxima dele, maior é o perigo para si e para os que a cercam. E pode ser tarde demais para voltar atrás…
Combinando sensualidade e mistério, romance e fantasia, Stephenie Meyer produz uma trama de extraordinário suspense neste primeiro volume da série que marcou sua estréia literária. O toque do sobrenatural tempera a trama, que é norteada por clichês típicos de filmes de terror dos anos 90. Tremendamente sedutor, Crepúsculo mantém a idéia no ar de que às vezes é melhor ter apenas um momento de suprema felicidade, do que uma vida inteira de monotonia. Basta escolher…

Crepúsculo (Twilight) é um best seller que virou febre entre os adolescentes de todo o mundo. Talvez seja essa a razão para que o enredo, que de uma hora para a outra, tornou- se tão mediócre e cheio de clichês.
Aparentemente, a estréia do livro foi um misto de surpresa e contemplação, apreciada pelos admiradores do gênero literário vampírico. Leitores como eu, apreciadores de um bom romance e que também curtem esse outro gênero sombrio, foram ao delírio com o misto de romance e ficção que a obra apresenta. No entanto, como tudo que vira “modinha” estraga, a obra perdeu o seu “brilho” dando lugar a versão cinematográfica, gerando um grande desagrado e mal estar entre os apreciadores mais críticos. Para começar, o filme não mostrou o lado sombrio e poético ao qual foi a verdadeira narrativa da obra e sim um total besteirol americano. Não é a toa que a diretora do filme Crepúsculo, Catherine Hardwicke, pediu demissão logo após o término do filme, alegando para a imprensa estar com falta de tempo para finalizar a sequência da série, intitulada Lua Nova (New Moon). No cinema, o ator que da vida ao vampiro Edward Cullen é Robert Pattinson ( que interpretou o personagem Cedrico em Harry Potter e o Calice de Fogo) e Kristen Stewart (O quarto do pânico) é a atriz que interpreta Bella...

A produção cinematográfica de Crepúsculo rendeu US$ 75,6 milhões nas salas de cinema. Foi a maior bilheteria de estréia para uma diretora nos EUA. Tamanha foi a proporção do filme, que arrecadou mais do que a estréia dos últimos do Indiana Jones e James Bond, informou o site da revista "Variety". É nesse clima de consenso crítico que destaco o fato do livro Crepúsculo ter sido reconhecido como “o melhor livro da década… Até agora”, segundo o Amazon.com.
Enfim, se o amor é uma espécie de droga, “Crepúsculo” virou um exemplo.

Por Nathália Nóbrega


Formaturas Infernais

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Imagine se sua festa de formatura fosse o cenário de uma história de terror. Que seres sombrios seriam os convidados desse importante evento da sua vida. Você seria um deles ou o herói que protegeria os convidados do perigo?
É nesse ritmo sombrio e caótico que as autoras best-sellers Meg Cabot (O Diário da Princesa), Stephenie Meyer (Crepúsculo), Kim Harrison, Michelle Jaffe e Lauren Myracle se reuniram para mostrar em cinco contos infernais, que a formatura pode ser um evento muito mais aterrorizante do que se imagina. O seu amado que de repente virou um zumbi e com algumas visceras caindo ao pé da sua porta, vem morrendo de saudade e especialmente para te levar ao baile. Uma batalha entre anjos e demônios. Vampiros espreitam á procura de mais uma taça sangue. Tudo isso é uma pequena amostra do clima conturbado desse inesquecível evento.

O livro Formaturas Infernais (Prom Nights from Hell) tem previsão de lançamento marcado em todo o Brasil no dia 30 desse mês. No entanto, em Recife o lançamento do livro foi adiado para o dia 2 de maio. O fã clube local de Stephanie Meyer e Meg Cabot fez um requerimento oficial a livraria Saraiva juntamente com a editora galera record, para que o adiamento do lançamento fosse possível para a elaboração de uma festa de lançamento na livraria Saraiva.

Nota da autora: A festa de lançamento do livro será na livraria Saraiva do shopping Recife, neste sábado, dia 2 de maio. Com horário previsto das 10 da manhã ás 10 da noite. O evento é aberto ao público e não é necessária a apresentação de nenhum tipo de convite. Boa festa.
De Nathália Nóbrega



Meg Cabot

domingo, 26 de abril de 2009

Com mais de 600 mil livros vendidos somente no Brasil e 15 milhões de livros vendidos em todo o mundo. Uma das maiores autoras de Best Sellers romantizado para o público adolescente e jovens adultos. Meg Cabot é autora de mais de 40 livros, sendo que entre os títulos estão a série O Diário da princesa, que virou filme através dos direitos comprados pela Disney e A Mediadora, que ganhará uma adaptação cinematográfica, também feita pela Disney.
Meg é formada em Artes, com especialização em ilustração. Entretanto, a sua verdadeira paixão pela composição literária logo virou prioridade em sua vida. A narrativa de Meg é acentuada na profunda descrição dos sentimentos e personalidades de seus personagens. É justamente por essa razão, que suas histórias chamam tanta atenção. Pois a cada momento de leitura o leitor vai mergulhando cada vez mais e mais, nas personalidades tão minuciosamente elaboradas. Cabot também utiliza pseudônimos para alguns de seus livros, como na série A Mediadora assinada por Jenny Carrol e A Garota America, assinada por Patrícia Cabot. Outra curiosidade da autora, é a sua paixão por gatos. Ela vive com uma gata de um olho só, a qual chamou de Henrietta. O livro mais recente de Meg chegou as livrarias de todo o mundo em fevereiro desse ano. Formaturas Infernais é um livro de 5 contos de terror criados pelas Best Sellers Meg Cabot (com o primeiro conto intitulado A Filha do Exterminador), Stephanie Meyer (Crepúsculo), entre outras 3 autoras. Atualmente Meg escreve em tempo integral e vive em Nova York com o marido e sua gata, Henrieta.

Site de Meg Cabot

De Nathália Nóbrega

Pegando Fogo

Katie Allison não é uma mentirosa. É só que falar a verdade é tão...complicado. Katie é a garota mais inteligente da sala, a amiga perfeita para todas as horas, a filha modelo e namora o melhor partido da cidade, o astro do time de futebol americano Seth Turner, ao qual todos da cidade adoram e concordam que são o casal perfeito. Então porque será que Katie não consegue resistir ao charme do ator principal do grupo de teatro? Ela tem uma quedinha por omitir a verdade, ou melhor dizendo, adora contar uma mentirinha “inocente” para esconder o que realmente acha das pessoas e das coisas á sua volta. Apesar desse “pequeno” desvio de caráter, a vida de Katie está as mil maravilhas e tudo corre perfeitamente bem, até que um segredinho do passado em forma de Deus Grego reaparece em sua vida após quatro anos. O muro pichado com caneta laranja florescente ainda está marcado com a frase Tommy Sullivan é um esquisito e as autoridades não fizeram nada para tira-la, estimulando a memória das pessoas. Agora, Tommy está de volta e Katie tem certeza que ele quer vingança. Ela fará de tudo para manter sua vida perfeita (ainda que levemente desonesta). Apesar que, com Tommy por perto outra vez, ela esteja na verdade, se divertindo muito.

Pegando fogo é um livro divertido e cheio de narrações picantes. Levando o leitor a se deliciar com cada página virada. A descrição usada é minuciosa e totalmente reveladora, nos fazendo apreciar cada nuance. No decorrer da dissertação todos os sentimentos são levados ao extremo e podemos sentir na própria pele cada um deles. Pegando fogo não é somente uma literatura para jovens e sim para qualquer um que leve seus sentimentos ao extremo e aprecie cada momento de suas vidas. Sendo assim, Pants on Fire (Pegando fogo) é um livro viciante, uma história sobre pequenas e grandes mentiras. Ao terminar a leitura, sempre podemos ler quantas vezes quisermos e ainda assim conseguimos sentir aquele friozinho na barriga.

Meg Cabot é a autora do livro pegando fogo, que chegou nas livrarias de todo o Brasil no dia 13 de fevereiro desse ano. Seu lançamento no Brasil foi oficialmente celebrado pela Galera Record. Apesar disso, o livro teve sua estréia nos Estados Unidos no ano de 2007.

De Nathália Nóbrega

NANA

domingo, 19 de abril de 2009

Simplesmente irresistível marcante e inspirador. Entrelaçando todos os sentimentos a flor da pele. Amando todas as rosas, mesmo que por causa dos espinhos, brote sangue em seus dedos. A história de duas jovens, personalidades distintas, no entanto marcantes. Em busca do eterno sonho juvenil. Ambas se encontram em meio à turbulenta fase de suas vidas.


Nana Osaki passou toda a vida em busca do amor que nunca recebeu. Amava a música Punk, pelo menos essa era a única coisa que lhe envolvia e lhe proporcionava prazer sem questionamentos. Correndo no meio da nevasca, escondendo a cor vermelha sob o sobretudo. O vestido cor de sangue simbolizava a libertação. Nana não seria mais uma expectadora do seu intocável mundo feliz. Agora, ela participaria da conquista por ele. O tempo passou rápido e com ele levou uma centelha do seu amor. Em um dia de nevasca e com uma passagem só de ida para Tóquio. Ela se vê sozinha na estação com certa ansiedade sobre a sua nova e desconhecida vida. Na bagagem, só a guitarra e um maço de cigarros. Nana Komatsu é a filha do meio de uma família nem pobre nem rica. Mora em uma cidade nem tão grande nem tão pequena. Sua vida está estampada na rotina. Seus relacionamentos são em sua maioria desastrosos e complicados. Uma garota que sempre se apaixona á primeira vista. Dia e noite o trabalho está ajudando a conseguir dinheiro e esperança para recomeçar. Sempre sonhou em morar em uma grande capital. É um dia de inverno e a neve está cobrindo suas botas. Correndo para a estação, com apenas uma mala e uma passagem só de ida para Tóquio.

Ai Yazawa é uma famosa mangaká (desenhista e criador de mangás) que conquistou milhares de seguidores no Japão e no mundo. Os trabalhos mais famosos de Yazawa são Paradise kiss e NANA. Ambos os mangás voltados para o público feminino, incluídos na categoria shoujo mangá. NANA foi reconhecido como o shoujo mais vendido no mundo. No Japão o manga ainda está em andamento e não possui previsão para término. No Brasil o mangá está sendo publicado pela editora JBC. NANA também ganhou uma versão animada e dois filmes live action ( filme baseado no mangá ), conseguindo cada vez mais adeptos do estilo. Os filmes foram estrelados por Mika Nakashima (No Japão uma renomada cantora do eclético estilo rock e blues ) no papel de Nana Osaki e Aoi Miyazaki ( atriz consagrada no Japão) no papel de Nana Komatsu.
Vale ressaltar que por causa do forte estilo voltado para o musical, NANA tanto série animada quanto live action, despertou vários eventos musicais interpretados pelas cantoras Anna tsuchiya, Olivia Lufkin, Mika Nakashima e Yuna Ito. No Japão NANA está rompendo as barreiras da fantasia de um final sempre feliz. Trazendo a tona a realidade, que nem sempre tem um final feliz. “Porquê a realização de um sonho muitas vezes não é sinonimo de felicidade?”, ela pergunta a um júbilo passado feliz que não volta mais.
De Nathália Nóbrega



NOSSO ÚLTIMO VERÃO

sábado, 18 de abril de 2009


Nosso Último Verão é uma encantadora e emocionante história do triângulo de amizade praiana entre jovens adultos para quem o verão na vila de Waterby significava tudo. Ao longo de toda sua vida, as irmãs Riley e Alice, agora em seus vinte anos, retornavam à modesta casa de praia de seus pais a cada verão.

A pequena e tenaz Riley é uma jovem moleca e uma convicta salva-vidas, sempre pronta para um mergulho à meia-noite, um velejo tempestuoso ou uma disparada de pés descalços ao longo da praia. A bela Alice é doce, maleável, uma leitora e pensadora, e admiradora de sua irmã mais velha. Crescendo na grande mansão que eclipsa a humilde casa das irmãs, vivia Paul, um amigo tão importante para as duas jovens quanto o próprio lugar e que agora finalmente volta à ilha após três anos de ausência. Mas seu retorno marca uma estação de tremendas mudanças, e quando uma atração fervilhando em silêncio, uma séria doença e um grande segredo colidem, os três amigos são lançados num mundo adulto desconhecido, um mundo contra o qual seu refúgio de verão já não pode protegê-los.

Ann Brashares conquistou milhares de fãs com sua série de arrasador sucesso, A Irmandade das Calças Viajantes, na qual capturou poderosamente as complexidades emocionais da amizade feminina e do amor adolescente. Com Nosso Último Verão, ela segue em frente para apresentar um novo elenco de personagens e relações adultas tão verdadeiras, comoventes e inesquecíveis quanto. Com calor, humor e sabedoria, Brashares nos faz sentir as alegrias e dores excruciantes do amor – tanto platônico quanto romântico. Ela nos faz recordar a força e a ferroada da amizade, a grande dor da perda e o complicado peso da lealdade em família. Reflexivo, lírico e tremendamente emocionante, Nosso Último Verão é uma pungente celebração do verão e da nostalgia da juventude.

De Nathália Nóbrega

Cicatriz de Reportagem

domingo, 8 de março de 2009


O livro Cicatriz de Reportagem é um documento valiosíssimo, recheado com reportagens audaciosas e acima de tudo verdadeiras em todos os aspectos. O autor das reportagens, o jornalista Carlos Azevedo mostra que é possível fazer jornalismo questionador. Polemizar os fatos a tal ponto que se torne construtivo, revelando contradições e buscando soluções, um jornalismo acima de tudo idealizador e contundente com a ética. Azevedo desmistifica a idéia do jornalismo “neutro”. A ilusão criada em torno dessa “ideologia” que no decorrer dos anos se torna cada vez mais falsa. Na reportagem O piauí existe (Revista Realidade- 1967) Azevedo questiona o porque do Piauí ser considerado um dos estados mais pobres do Brasil. O que acontecia naquela terra onde o progresso demorou tanto a chegar. Em um texto romantizado nos surpreende com histórias de pessoas reais que naquela região viviam em total pobreza e descaso, esquecidos pelo resto do país e com vontade de esperar que um dia o progresso traga esperança para aquela terra sofrida e incansável de sonhar.
Cicatriz de Reportagem é um apanhado de valiosas narrativas feitas por um jornalista com pensamentos independentes, discurso verdadeiro e ideologia hegemônica. Nos levando a refletir o porque dessa “ideologia neutra” ilusória e sem sentido no jornalismo atual. Que muitas vezes não basta ser apenas espectador, algumas outras temos que abraçar a causa. O livro foi lançado em 2007 e está disponível em todas as livrarias pela editora papagaio.

De Nathália Nóbrega
 

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