- Seção Meg Cabot -

terça-feira, 7 de dezembro de 2010


Mais um post recheado com dicas literárias para quem curte um bom romance nos momentos de lazer.

Como vocês bem sabem, Meg Cabot é uma das minhas autoras favoritas, e sempre tem espaço garantido na minha cabeceira e por aqui também, como não poderia deixar de ser, sempre em forma de resenhas e dicas para vocês.

Hoje decidi fazer uma “dobradinha” com resenhas de dois livros de Cabot. Já que a minha pilha de livrosaumenta e quando eu vejo tenho tantas resenhas acumuladas que no final acho que não vou dar conta em postar todas aqui. No entanto como sempre gosto de dar dicas legais para os meus leitores. Cá estou eu trazendo esses dois romances para vocês se deliciarem ao virar de cada página...


ELA FOI ATÉ O FIM

De todos os livros que li da nossa querida, Queen of Chick-Lit, Meg Cabot, sem dúvida “Ela Foi Até o Fim” (She Went All the Way) é o menos juvenil, o mais maduro, e provavelmente por esse motivo: um dos meus preferidos!

Fãs do gênero chick-lit vão amar Ela Foi Até o Fim, porque a Meg conseguiu misturar vários "ingredientes" interessantes num só livro: ação, comédia, romance e sexualidade.

A obra conta a história de Lou Calabrese, uma jovem roteirista que acabou de ganhar o seu primeiro Oscar. No entanto sua vida não é um mar de rosas.

Graças a esse filme que Lou criou o roteiro, ela perdeu seu namorado de longa data, o ator Bruno di Blase (cujo nome verdadeiro era Barry) que a deixou para ficar com seu par amoroso no filme. Raiva era pouco para o que Lou estava sentindo.

O que ela estava pensando quando decidiu escrever aquele roteiro bobo "sobre o triunfo do espírito humano" para alavancar a carreia de Barry?

Lou não só arrasada mas imensamente indignada vai para o Alasca visitar o set do seu novo filme Copkiller, cujo ator principal ela não só odiava por ter mudado a frase chavão do seu personagem, mas porque ele era o ex de Greta, a atriz com quem Barry fugiu para casar em um cassino de Las Vegas.

Jack Townsend, é uma mistura de Tom Cruise e Brad Pitt: charmoso, sexy, e um conquistador cuja palavra "relacionamento estável" não consta no seu dicionário. E obviamente, ele também não gosta nenhum um pouco de Lou, culpa do cinismo que para ele todo roteirista necessariamente tem.

Tudo piora quando Lou teve que dividir o voo com Jack em direção ao Alasca e o piloto do helicóptero tenta assassinar o astro hollywoodiano em pleno voo, o que causa a queda da aeronave.

Agora Lou e o seu odiado ator vão ter que lutar para sobreviver ao frio congelante numa floresta do Alasca e aos assassinos que foram contratados para matá-los.

O enredo é cheio de cenas de ação, pois Jack está na mira de assassinos e, consequentemente, Lou também, com direito a tudo: queda de helicóptero, perseguição de snowmobiles, tiroteios e explosões de minas.

A narrativa em terceira pessoa nos proporciona lermos pelo ponto de vista de diversos personagens. Talvez por ter como tema central o mundo do cinema e suas celebridades, o livro inteiro tem um “Q” de filme.

Lou e Jack vão ter que aprender na marra a conviver um com o outro, apesar do “desgosto” que sentem, a atração entre eles só vai aumentando, e é ai que nos deparamos com aquele velho ditado: amor e ódio são faces da mesma moeda?

Ela Foi Até o Fim, foi lançado esse ano pelo selo da Editora Record em todas as livrarias do Brasil.
Capa America Ela Foi Até o Fim (She Went All The Way)




P.s: Não poderia deixar de mencionar esse detalhe na resenha: Meg arrasando nas suas "cenas descritivas" sexuais, adoooro!! ( hihihi) ;)



APRENDENDO A SEDUZIR

Tenho que admitir... Demorei muito tempo para entrar no mundo dos romances históricos. Talvez porque eu achasse que a leitura poderia ser um tanto monótona já que adoro narrativas atuais e com um ritmo instigante, divertido e sensual.

Aprendendo a Seduzir (Educating Caroline), não é um romance atual já que passa no ano 1870, mas para a minha surpresa tem todos os ingredientes que adoro numa leitura: super instigante, divertido....e sensual? Acho que a palavra mais apropriada seria Hot. Muito Hot!

Com o pseudônimo Patricia Cabot, Meg Cabot assinou seus romances históricos nos anos 90. Aprendendo a Seduzir foi um desses romances. Apesar disso a obra só foi lançada por aqui esse ano pelo selo Essência, da Editora Planeta ( inclusive, devo meus aplausos a Editora Planeta, que ultimamente está trazendo títulos maravilhosos para todos nós amantes de bons romances de autores renomados)

Em Aprendendo a Seduzir nos deliciamos com a história de Lady Caroline, uma moça um tanto ingênua mas espevitada da alta sociedade inglesa, cujo casamento está marcado com Hurst Slater, marquês falido de Winchilsea. Só que por traz da boa ação do salvamento do irmão de Caroline, Tommy, o marquês esconde seus “golpes furtivos” e o apego por um rabo de saia sob a mascara de um íntegro cavalheiro.

Semanas antes do seu casamento Caroline acaba descobrindo que o fogo de seu noivo está reservado para outra mulher quando o encontra fazendo "aquilo" com a desavergonhada Lady Jacquelyn durante um dos luxuosos jantares da nobreza.

Petrificada e em choque com tal descoberta, afinal, garotas recatadas daquela época não tinham a menor ideia do que seria tais relações, Caroline não faz escândalo e sai sem ser vista. Só que no meio do caminho ela encontra Braden Grandeville, um novo rico, burguês pouco aceito nos círculos da alta sociedade dado a seu rótulo de Lothario de Londres, nome dado a fama de maior garanhão do pedaço.

Braden teve uma infância pobre e sofrida, mas com muito trabalho tornou- se um famoso armeiro que tenta se inserir no mundo fechado da alta sociedade provinciana através do noivado com Lady Jacquelyn. No entanto, ele descobriu que por melhor que fosse ter seu nome ligado ao título de Jacquelyn, aturar seu gênio difícil não era nada comparado ao fato de descobrir que sua noiva mantinha um amante em segredo.

Naquela época vigorava uma lei, que quando um compromisso de noivado era cancelado sem justa causa, a parte prejudicada podia entrar com um processo de quebra de compromisso. E Braden que havia adquirido sua fortuna com tanto afinco e trabalho não estava feliz em abrir mão de parte do seu dinheiro em um processo desses, por isso ele tentava de todas as formas encontrar provas reais do adultério de sua noiva.

Então um "acordo profissional" entre Caroline e Braden é forjado a partir desse encontro dos dois. Já que Caroline, após ter se deparado com cenas tão quentes, protagonizadas pelo seu noivo com outra mulher, decide que precisa tomar aulas para aprender a ser uma mulher sedutora. Assim, seu noivo não precisaria ir mais atrás de nenhuma outra a não ser ela. Em troca das “aulas de sedução” de Braden, Caroline propõe testemunhar o adultério que Branden deseja provar. Sem mencionar o nome do amante em questão, of course...

Mas é claro que se tratando de tais lições, professor e aluna podem se deparar com questões muito mais quentes do que as usuais...

Capa americana Aprendendo a Seduzir (Educating Caroline)



E então, gostaram das dicas?

Esses dois livros foram uma delícia de ler e são para serem devorados em um piscar de olhos. Dois clássicos imperdíveis para as fãs declaradas da Meg... Eu! Eu! Eu! ( ashuahu ) - Bem que Cabot poderia lançar livros todo ano né? ;)

P.S: Não poderia terminar esse post sem agradecer ao carinho de todos vocês que sempre comentam e passam aqui no meu blog. As meninas que me deram selos super lindos: Prixty, Hoshi, Julia, Kessy. Meninas, obrigada pelos selos. Irei fazer um post só para eles. Thanks!

Por Nathália Nóbrega
Kisses ;*

A Canção Do Súcubo - Richelle Mead -

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Súcubo (s.m) – Criatura imortal do sexo feminino, um ser abertamente sensual, capaz de mudar de forma para atrair seus alvos mortais. Dentro do processo de satisfazer todas as fantasias sexuais dos homens, os súcubos absorvem energia vital de suas vítimas.

Patética (adj.f.) - Um súcubo com lindos sapatos e nenhuma vida social. Ver: Georgina Kincaid.

Capas americanas Succubus Blues (A Canção do Súcubo) A segunda capa é uma nova edição com nova capa.

Quando falamos de seres imortais, ser um súcubo parece bem glamouroso. Uma garota pode ser o que quiser. O guarda roupa é de matar, e os homens mortais irão fazer qualquer coisa só por um toque seu. O que não é tão “promissor” assim é que eles geralmente pagam com suas almas, mas isso para um Súcubo é um pequeno detalhe.

Georgina Kincaid, a única súcubo metamorfa em Seatlle, tem uma vida bem menos exótica. O que dizer sobre a nossa protagonista? Sem dúvida, temos aqui uma personagem extremamente forte, sagaz, carismática e sedutora.

Georgina é um súcubo desde a Grécia Antiga quando perdeu sua mortalidade. Como um súcubo ela deve drenar força vital de seus amantes humanos para sobreviver. Georgina é o que poderíamos chamar de...uma súcubo relutante. Afinal, matar aos poucos seus amantes afasta completamente a possibilidade de encontrar seu amor verdadeiro. Então, normalmente ela sai com a escória da humanidade, homens tão ruins que não conseguem liberar muita energia no sexo. Ou seja, Georgina vive de dieta e sua vida afetiva é literalmente uma desgraça.

Apesar de não poder ter um encontro com um homem sem sugar parte da alma deles, Georgina busca seguir a cartilha de uma vida normal: Ela mora sozinha em um ótimo apartamento apenas com a sua gata Aubrey, trabalha na maior livraria da cidade como gerente, é apaixonada por dança de salão e se diverte com seus amigos imortais. Na verdade, é na parte súcubo da vida dela que está todo o problema: as amargas lembranças do seus dias humanos, assim como o medo que sente em ficar eternamente só, são encobertas por uma personalidade alegre e sensual, que conquista a todos com um simples sorriso ou olhar.

É claro que toda essa “vida normal” é pura fachada, pois na verdade Georgina trabalha como o súcubo particular do arquidemônio local, Jerome, corrompendo e roubando a alma de homens mortais que ele lhe ordena.

Georgina não se sente muito a vontade com essa situação. Afinal, para ela é impossível se envolver com qualquer homem sem deixá-lo a beira da morte.

Porém, a nossa protagonista vai levando a sua injusta e um tanto cruel imortalidade ao lado de um grupo de amigos imortais bem heterogêneo ao qual deixam seus dias bem mais animados: Georgina tem como amigos dois vampiros (Peter e Cody), um “duende” (o hilário cirurgião plástico Hugh, vítima de um grotesco erro de tradução, já que ele é citado como um “Imp” no livro em inglês) e um anjo incrivelmente poderoso (Carter) que é amigo de Jerome o arquidemônio. Além do próprio Jerome que é o seu “chefe” mas que possui uma certa relação amistosa com a nossa súcubo.

Como gerente de uma livraria em seus momentos “humanos” era de se esperar que o maior passatempo de Georgina fosse ler, ainda mais se são os livros de seu autor favorito, Seth Mortensen, a quem ela tem a chance de um dia conhecer pessoalmente, já que ele torna- se frequentador assíduo da livraria onde ela trabalha, e por quem ela vai sentir seu coração bater mais forte. A atração entre ambos é inegável ao longo dos acontecimentos. Apesar de ser um demônio que tem por missão corromper almas através do sexo, Georgina entra em pânico ao ver que, na verdade, havia “pseudo flertado” com seu autor favorito enquanto trabalhava na livraria. Seth cria obstáculos entre sua fã e si mesmo ao mostrar que sua capacidade de descontração fica bem limitada às suas obras. Ele, na verdade, é um homem tímido, retraído e algumas vezes até mesmo sem graça.

E é aí que a existência de Georgina fica de pernas para o ar. A nossa querida Súcubo se envolve de repente não só com seu escritor favorito Seth, mas com o desconhecido e misterioso Roman. Um homem lindo de morrer, com pele bronzeada, cabelos negros e os olhos mais azuis que as profundezas do oceano.

Diferentemente de Seth, Roman é galanteador, se veste bem e assim como Georgina ele sabe dança de salão como ninguém. Apesar do encontro inusitado e de ter surgido misteriosamente em sua vida, as investidas de Roman parece deixar Georgina cada vez mais excitada e ela simplesmente começa a achar realmente difícil permanecer com a dieta de Súcubo em não se relacionar com mortais de boa índole. Além do mais ambos parecem ter um grande potencial para se transformarem num grande problema: amor verdadeiro.

Mas em meio a toda essa confusão na embolada vida sexual de Georgina coisas mais sombrias começam a acontecer. Uma série de assassinatos a seres imortais, que para todos os efeitos não deveriam morrer, agita o submundo sobrenatural e a culpa recai sobre a nossa exuberante protagonista. Uma espécie de serial killer de imortais surge em Seattle e parece estar de certa forma obcecado por ela.

A nossa charmosa Súcubo então só sabe que não pode ficar parada e começa uma investigação, enfrentando a fúria de seres mais poderosos e terríveis que ela: seu chefe (um demônio da alta hierarquia) e um anjo mais assustador que qualquer demônio.

Mas parece que dessa vez, todo o seu charme de súcubo não vai ajudá-la porque Georgina está para descobrir que há algumas criaturas que tanto Céu quanto o Inferno querem renegar…

Nota da autora da resenha:

Em primeiro lugar tenho que dizer a vocês que A canção do Súcubo não é um romance sobrenatural teen. É um romance sobrenatural voltado para o publico jovens-adultos, embora a narrativa do livro seja em primeira pessoa.

Não faz muito tempo e eu estava numa das minhas rotineiras visitas a Livraria Cultura. Encontrei o livro ainda em lançamento e depois de ler a sinopse comprei no ato. Fiquei fascinada com a Canção do Súcubo e logo de imediato encontrei na narrativa todos os elementos que amo em um bom romance.

A história inteira é simplesmente deliciosa de se ler. A forma como Richelle Mead descreve os personagens e os seus sentimentos, amarrando a história de uma forma perfeitamente conclusiva, foi o que me ganhou. Sinceramente, Richelle Mead entrou para a minha lista de autores favoritos. Em todo o tempo, ela faz com que o leitor fique preso na narrativa, ansiosa o bastante para ler cerca de 50 páginas sem pensar.

Achei que o romance foi muito bem explorado. Alias, o romance é o ponto principal da história como não poderia deixar de ser. Além do que, a história de vida de Georgina é bonita e tocante. Todo o enredo é bem desenvolvido, e muito instigante.

Cada vez mais, o leitor anseia ler, e ler mais ainda. Se delicia com o romance, a sedução, e a tentação provida de Georgina, por ser um Súcubo. Foi assim que como leitora me senti enquanto mergulhava no enredo.

Eu recomendo esse livro a todos os leitores que gostam de um bom romance cheio de suspense a tiracolo. A todos os leitores que assim como eu, gostam de uma narrativa cheia de jogo de sedução, de um amor carnal, devastador e sexy.

Sem dúvida alguma A canção do Súcubo me convenceu o suficiente para entrar na minha lista de favoritos.

A autora Richelle Mead é norte-americana e escreve para jovens e adultos. Além da série “Súcubo - Georgina Kincaid”, Richelle é autora da famosa série Academia De Vampiros e é também uma das autoras do livro Imortal – Histórias de Amor Eterno. Mead já é uma coqueluche mundial entre fãs de literatura sobrenatural.

"A Canção do Súcubo" foi lançado por aqui em agosto desse ano pelo selo Essência da editora Planeta. Bem antes de escrever esta resenha, descobri que este é o primeiro livro de uma série de seis: “Succubus Blues” (ou “A Canção do Súcubo” por aqui), "Succubus on Top", "Succubus Dreams", "Succubus Heat", "Succubus Shadows" e "Succubus Revealed“. Ainda não há previsão de lançamento para o segundo volume da sérieGeorgina Kincaid” no Brasil, mas descobri que o último livro tem previsão de lançamento para 2011 nos EUA. ( Outra curiosidade é que a Fox comprou os direitos dos livros para TV e isso não me surpreende, ao ler A Canção do Súcubo tive a nítida impressão que daria um ótimo seriado) Mal posso esperar!

"As estatísticas mostram que a maioria dos mortais vendem suas almas por cinco motivos: sexo, dinheiro, poder, vingança e amor. Nesta ordem.
Suponho, então, que eu deveria ficar mais tranquila por estar dando uma ajuda com o motivo número um” (Trecho do livro A Canção do Súcubo)

Capas americanas dos seis livros da série Súcubo "Georgina Kincaid"

Download dos cinco livros da série traduzido por fãs (Comunidade tradução de Livros):

A Canção do Súcubo - Livro 1
Succubus On Top - Livro 2
Succubus Dreams - Livro 3
Succubus Heat - Livro 4
Succubus Shadows - Livro 5


P.S: Não poderia finalizar esse post sem enfatizar a vocês como leitora, e escritora nas horas vagas, o quanto sou fascinada pelo gênero sobrenatural. Acho empolgante esses seres mitológicos e sombrios que me fazem sentir literalmente atraída por eles cada vez mais. (Alias, um dos poucos romances sobrenaturais teen que tem me chamado bastante atenção ultimamente é a série de livros Sussurro. Inclusive é o próximo livro que vou ler depois de Amante Sombrio que é o atual na minha cabeceira (Para quem ficou curioso, Anac do TequilaViciada escreveu uma resenha ótima sobre Sussurro e eu recomendo, clique aqui para ler)

Por Nathália Nóbrega

A Rainha da Fofoca em Nova York -Meg Cabot -

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Primeiro tenho que confessar para vocês... Quando chega nas livrarias algum lançamento da Meg Cabot, e principalmente se for um lançamento super aguardado por mim, vocês já podem ter certeza de uma coisa: eu largo qualquer livro que esteja lendo e parto diretamente para ele. Simplesmente não consigo resistir, afinal Meg é Meg, e juntamente com Sophie Kinsella é uma das minhas autoras favoritas. E ainda mais se tratando de uma sequencia super esperada de um livro que sou simplesmente apaixonada, A Rainha da Fofoca.

Como vocês puderam ver acima sou um pouco suspeita para resenha- la, afinal sou fã de carteirinha da autora, mas mesmo sendo totalmente imparcial, A Rainha da Fofoca em Nova York (Segundo volume da série “A Rainha da Fofoca”), não deixa nada a desejar pros amantes de um bom Chick-Lit.

Tenho um carinho especial por esta série, a primeira obra voltada para o público jovens-adultos da Meg que li após a série adolescente “A Mediadora”. Para quem não sabe, a série é uma dentre as várias que Cabot já escreveu e reúne três livros ao todo (Se você não leu o 1ºlivro A Rainha da Fofoca, clique aqui).

Capa americana Queen of Babble In The Big City (A Rainha da Fofoca em Nova York)

Lizzie Nichols, nossa querida protagonista e talentosa restauradora de vestidos de noiva vintage acabou de se formar em história da moda e continua do mesmo jeito: divertida, decidida e ainda com uma certa dificuldade em manter a boca fechada... porém agora morando em Nova York, cidade que nunca dorme, a Big Apple do mundo.

No primeiro livro, Lizzie descobre que seu namorado britânico é furada e vai passar as férias em um lindo château na França junto com sua melhor amiga Shari e o namorado dela, Chaz. Lá, Lizzie conhece Luke e depois de muitas confusões e algumas cenas calientes eles se apaixonam. E bom, Luke é realmente um príncipe.

Agora, o conto de fadas acabou e a vida real começa. Lizzie, Luke, Shari e Chaz se mudam para a big apple para começarem uma nova fase de suas vidas.

Luke que depois de alguns empurrõezinhos da nossa querida Lizzie finalmente decide cursar medicina na faculdade de NY e agora está morando num apartamento na Quinta Avenida que sua mãe comprou quando estava pensando em se separar de seu pai. Chaz por outro lado agora fazendo doutorado em filosofia conseguiu um apartamento em um bairro sinistro. Só Lizzie e Shari que ainda não conseguiram achar um apartamento para dividirem.

É ai que Luke, casualmente, convida Lizzie para morar com ele e assim ela só teria que se preocupar em arrumar um emprego. É claro que ela decide aceitar a proposta do seu lindo e perfeito namorado, já escutando o badalar dos sininhos da igreja, o que deixa sua amiga Shari um pouco chateada, porque o combinado era as duas morarem juntas. Mas depois Shari acaba aceitando e vai morar com o seu namorado Chaz.

Quatro meses se passam e Lizzie está morando com Luke, o relacionamento deles é perfeito, o apartamento na 5ª avenida é lindo e tem uma vista incrível, sem contar no lindo Rennoir (um original) pendurado na frente da cama do casal, e que Lizzie sempre olha e suspira quando acorda.

Só que claro, no início foi bem difícil achar um emprego realmente bom na concorrida Nova York já que Lizzie acabou de se formar e ainda não tem muita experiência, apesar de ter um portfólio realmente bom. Lizzie começa a perceber que seu sonho de vencer em Nova York e tornar- se uma desenhista ou restauradora de vestidos de noiva vintage não será nada fácil. Principalmente porque não encontra nenhum emprego disponível.

Alias ela até encontra o emprego perfeito, no ateliê de restauração de vestidos de noiva do Monsier Henri, mas ele não é remunerado. E como a oportunidade é mais do que perfeita ela aceita mesmo assim. Mas para sobreviver na caríssima NY e pagar o aluguel com Luke (que ela insiste em ajudar), ela precisa encontrar um segundo emprego, que acaba sendo como telefonista do escritório de advocacia do pai de Chaz.

Só que morar junto e ter um relacionamento bacana não é suficiente pra Lizzie, e ela começa a fantasiar sobre quando irá se casar com Luke.

Por mais que Shari diga que não ache que Luke e Lizzie tenham futuro juntos. O que deixa Lizzie furiosa. E que Chaz diga que Luke não é do tipo de cara que pense em casamento, ela resolve investir, jogar indiretas e acreditar que seus melhores amigos possam estar errados.

E talvez o fato de trabalhar consertando vestidos de noivas esteja mexendo com a mente já fantasiosa da nossa protagonista. Porque quando Luke diz que lhe comprou um presente de natal e que é um investimento para o futuro dela. Lizzie não exita e vai logo fantasiando sobre um possível anel de noivado e que Luke finalmente resolveu dar um novo passo no relacionamento deles.

Mas não é bem assim que as coisas acontecem no dia tão esperado, e para piorar a situação, agora Shari e Chaz terminaram. E Shari anda super estranha e Chaz arrasado.

E Lizzie terá que lidar com sua vida amorosa, a estranha situação de Shari e Chaz e os problemas no trabalho.

Só que pela primeira vez, ela está conseguindo manter sua boca fechada, mas talvez este seja exatamente o seu erro.


Nota da autora da resenha:

Seguindo o mesmo estilo do livro anterior, você já sente que está se divertindo logo nas primeiras páginas da Rainha da Fofoca em Nova York. Para mim o motivo é que particularmente Lizzie sempre foi uma das minhas protagonistas preferidas da Meg.
Adoro aquela luta interna que ela sente, fantasiando tudo ao seu redor e imaginando mil coisas.

Mas durante o desenrolar da história fui sentindo uma série de mudanças em todos os personagens da trama, algumas de forma sutil (como o Luke) e outras abruptas como a Shari (Uma novidade vinda de Shari, aliás, deixa a gente de boca aberta!). Só que digamos que não posso falar muito do assunto se não vira spoiler ;)

Definitivamente o foco desta sequencia é o desabrochar profissional de Lizzie. E apesar de um começo difícil, não demora para ela se encontrar fazendo o que sempre sonhou. Por outro lado apesar da grande mudança para o apartamento de Luke, a rotina e a intimidade de dividir o mesmo teto acabam destacando diferenças pessoais entre o casal, principalmente com relação ao que eles esperam para o futuro. Este “pé na realidade”, que muitas vezes fica para escanteio nos romances, é o grande mérito do livro: nem tudo são arco-íris e campos floridos na vida real.

O casal de amigos Shari e Chaz também ganha destaque neste volume da série, cada um dando sua contribuição para a obra. Morando juntos e passando por aquela estranha fase onde a paixão arrebatadora transforma-se em parceria e camaradagem, o casal é uma ferramenta bem utilizada pela autora para “jogar uma luz” sobre o desgaste do amor no cotidiano, quando os hábitos irritantes de cada um já não são mais vistos como gracinhas, mas sim como defeitos.

Quem gosta também de situações de “vergonha alheia” – acho que Cabot anda se inspirando muito nas narrativas da Sophie Kinsella– vê em nossa protagonista um prato cheio.

Mesmo que desta vez Lizzie esteja apenas um pouco mais contida, pelo menos em comparação a todas as cenas inacreditavelmente hilárias que passou no primeiro volume da série. Alguns leitores podem estranhar e reclamar, mas para mim foi um ajuste muito bem feito, provando alguma ampliação dos horizontes da personagem, principalmente na parte final do livro.

Tenho que admitir que a curiosidade foi enorme assim que terminei de ler esse 2ºlivro, e parti atrás numa busca por spoilers em sites gringos sobre o 3º e último livro da série, Queen of Babble Gets Hitched (A Rainha da Fofoca: Fisgada), que será lançado pelo selo da editora Record em meados do ano que vem.

Em certo momento comecei a “entender” o motivo de toda essa mudança drástica dos personagens ao decorrer da série. O final para muitos pode ser chocante, tal como foi CHOCANTE para mim a principio. Mas quanto mais eu penso nos capítulos finais mais eu sinto que no final das contas o que vem pela frente pode ser algo completamente empolgante. Meg Cabot dessa vez se superou incrivelmente nas reviravoltas! Totalmente inesperado.
Capas nacionais dos livros 1 e 2 da série, A Rainha da Fofoca.

A Rainha da Fofoca em Nova York é imperdível para qualquer fã da Meg que se preze e foi lançado em setembro desse ano pelo selo da editora Record.

“Literalmente me segurando para não comprar o 3° livro em inglês hoje
mesmo!” ;)

Por Nathália Nóbrega








Capa americana do 3º e último livro, Queen of Babble Gets Hitche
d. (Lançamento nacional previsto para outubro de 2011)







Desculpa Se Te Chamo de Amor - Federico Moccia -

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Que garota no auge da sua adolescência nunca ouviu falar desse tipo de historia amorosa: A aluna que se apaixonada pelo novo professor boa pinta de matemática.

Se você nunca passou por esse tipo de dilema amoroso nos seus anos dourados de teenager, com certeza já ouviu falar de alguma história semelhante envolvendo aquela sua antiga colega de classe ou até mesmo uma amiga mais próxima.

Já está comprovado que viver amores platônicos nessa idade é normal. Mas quando o príncipe deixa o reino da fantasia para passear de mãos dadas com a dona do sonho, a história vira assunto de gente grande, cercada por polêmicas.

E é mais ou menos nesse embalo que o autor Federico Moccia nos apresenta a história de Niki e Alex, em seu livro Desculpa se te chamo de amor.

Digo “mais ou menos” porque a história de amor em questão não se trata do amor de uma adolescente pelo seu professor, mas de uma garota prestes a completar 18 anos que se apaixona loucamente pelo mais famoso publicitário da Itália.

A nossa protagonista Niki tem 17 anos, e está no último ano do ensino médio. Alex tem 37 anos, e é um famoso e renomado publicitário. Eles vivem em ambientes completamente diferentes e provavelmente jamais se encontrariam. Mas por obra do destino, eles literalmente colidem.

Niki e suas amigas Érica, Olly e Diletta se autodenominam as Ondas. As quatro amigas são unidas, fortes, divertidas e imprevisíveis. Érica namora Giorgio há uma eternidade, Diletta é certinha e bem comportada e ainda não encontrou o amor, Olly é um furação que acredita que as experiências de vida são para serem vividas e aproveitadas ao máximo. Nick terminou com o DJ Fabio Fobia e tudo o que quer agora é encontrar a felicidade e se apaixonar intensamente.

Alex está noivo de Elena. Sua vida é perfeitamente acomodada e organizada, alguns sonhos deixados para trás como consequência da maturidade, da vida, do relacionamento. Seus amigos já são casados, suas irmãs já têm filhos e ele sonha com os seus. Até que Elena o abandona sem nenhuma explicação e sua vida certinha desmorona.

E é ai que tudo acaba, ou melhor, tudo começa...Em uma manhã ensolarada Alex que dirigia em um enorme engarrafamento na cidade de Roma atropela Niki com seu mercedes e a moto dela vai parar no conserto. Então Niki pega o celular de Alex para acertarem tudo e é ai que as confusões só começam na vida dos dois.

Niki liga para ele no meio de reuniões mandando pega- la na escola. Não importa o quanto ele diga que está ocupado; ela desliga na cara dele.

Depois leva-o para passear na cidade, agarra o braço dele, e diz que eles tem que passar mais tempo juntos para evoluir a relação.

As reações de Alex as propostas de Niki são impagáveis! - "O quê? Relação? Você só tem 17 anos! Eu apenas te atropelei!"

Niki entra na vida de Alex literalmente como um furacão e vemos o relacionamento dos dois progredir de forma gradual e quase imperceptível.

Nos deparamos também com algumas cenas hilárias, como quando um carro da polícia sai ao lado do carro dos dois na maior velocidade, e Niki põe a cabeça pra fora da janela e grita: “Onde vão com tanta pressa, cretinos??! "
Nem preciso comentar que depois dessa a polícia vai atrás deles né xD

Também não poderia esquecer de citar os personagens secundários que formam um grupo fascinante, tendo suas aventuras narradas até o final do livro. Os amigos de Alex são sensacionais, desde o amigo neurótico com a possível traição de sua esposa ao homem à beira de uma crise de meia idade, tentando se afirmar andando com garotinhas e carrões esportivos. Os colegas de escritório também têm vez, tendo Andrea Soldini como destaque, tentando sempre agradar o “chefinho” Alex e conquistar sua amizade.

A jovem que encontra o notebook de um homem desconhecido na rua e se apaixona por ele através do que encontra escrito nos arquivos do computador também possui uma história bela e extremamente rica.

Sobre a narrativa que da vida a história tenho que dizer que o autor Federido Moccia tem realmente uma forma diferente de “colorir” os seus personagens. Tenho que admitir que nas primeiras páginas, a leitura é um pouco enfadonha. A narrativa do livro é seu ponto mais crítico, causando tanto fascínio para alguns quanto estranhamento para outros.

De fato, na minha opinião a narrativa de Moccia atua de uma forma que não estamos habituados; suas frases curtas e poéticas são apaixonantes mas transmitem tanta leveza que parecem se desmanchar. Muitas histórias que se entrelaçam, causando alguma confusão no início da leitura, mas basta que Niki e Alex se encontrem em um improvável acidente de trânsito para nos prendermos à história sem conseguirmos mais largar até a última página.

Eu amei ler Desculpa Se Te Chamo de Amor. Foi o primeiro livro que li de Federico Moccia (Um dos maiores e marcantes escritores da atualidade na Itália e por toda Europa). Fiquei maravilhada com a destreza do autor em desenvolver um texto, tão reflexivo e verdadeiro. Tanto, que não me contive em anotar algumas frases e citações interessantes do livro.

Quanto aos seus personagens, são totalmente marcantes e singulares. Niki é completamente espevitada, otimista e cheia de vida. Eu adoro personagens que te fazem rir, te colocam realmente pra cima, com humor e um sorriso constante nos lábios...E Alex, um homem bem sucedido, que levou o fora da noiva, é um personagem lindo por fora e por dentro, apesar de algumas vezes ser um tanto ingênuo, achei ele muito verdadeiro e com uma serenidade que contagia! Com tudo isso Federico Moccia me surpreendeu, tornou-se um dos meus autores favoritos e Desculpa Se Te Chamo de Amor foi um dos livros mais deliciosos que já li nos últimos tempos. Recomendo totalmente ;)

Deixo abaixo alguns dos trechos da sedutora narrativa de Moccia para você também se apaixonar:

“Alex acaricia docemente os cabelos de Niki e os afasta do rosto. Depois sorri para ela. E canta novamente “Espero muito que você seja sincera”... e a beija. Um beijo lento, macio, que quer falar, serenamente dizer tudo, muito, demais. Tenho vontade de me apaixonar, Niki, de amar, de ser amado, tenho vontade de sonhar, quero construir, quero certezas. Trate de entender. Necessito esquecer tudo o que aconteceu nesses vinte anos que passei sem você. Será que um beijo sabe dizer tudo isto? Depende de quanto sabem ler os lábios que o recebem.”

" Niki sorri. Então se vira e o beija, com aquela boca que tem sabor de amor, como uma menina pequena caprichosa que procura por um beijo e sabe que vai encontrá-lo. Alex pega o rosto dela entre as mãos e a olha nos olhos. E mil palavras se trocam naquele seu olhar. Silenciosas, alegres, românticas, apaixonadas. Palavras escondidas, palavras que correm atrás das outras, palavras que pressionam para sair como um rio subterrâneo, como o eco longínquo de um vale apenas descoberto, como aquele alpinista que, com esforço, acabou de alcançar o pico de uma montanha e dali, sozinho, grita ao vento, às nuvens que o rodeiam, toda a sua felicidade. "


Link para baixar o livro Desculpa Se Te Chamo de Amor


Nota da autora da Resenha
:

O autor Federico Moccia é italiano e tornou-se um dos maiores fenômenos literários na Europa com o seu livro de estreia Três Metros acima do céu. Na Itália também há continuação do livro Desculpa se te chamo de amor. Em Scusa Ma Ti Voglio Sposare, Niki e Alex vão dar mais um passo na vida, a caminho do altar. Esse segundo livro ainda não tem data de lançamento previsto aqui no Brasil mas a editora Planeta que tem os direitos dos dois livros já se prontificou que em breve teremos a tão aguardada continuação das histórias de Niki e Alex.

Outra curiosidade para quem leu ou quer ler o livro, é que Desculpa Se Te Chamo de Amor tem um filme adaptado do mesmo, que no Brasil ganhou o nome Lição de Amor. Ele é estrelado pelos atores italianos Raoul Bova e Michela Quattrociocche e foi dirigido pelo próprio Federico Moccia. Eu já vi e também recomendo!

Por Nathália Nóbrega
Trailer do filme "Lição de Amor":

Menina de Vinte - Sophie Kinsella -

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Para mim, fã de carteirinha dos maravilhosos romances dessa autora, é quase impossível não gostar de algo que a Sophie Kinsella escreve.

Kinsella é aquele tipo exato de autora que me faz comprar o seu mais novo livro na primeira semana de lançamento. Acho que tirando a Sophie só a Meg Cabot mesmo para me fazer correr até a livraria em algum lançamento...É como se tivesse sempre alguma coisa na narrativa da Sophie que é simplesmente viciante e me pega completamente de jeito.

Com Menina de Vinte não foi exceção. Menina de Vinte, o mais novo romance da Sophie, me surpreendeu pelo lado sobrenatural. Pensei que fosse me decepcionar porque nunca foi do “feitio” da Kinsella escrever sobre o lado sobrenatural, com fantasmas e coisa do tipo...Já que estamos completamente acostumados com seus romances loucos, intensos e hilários. Mas como Sophie Kinsella jamais decepciona, a história das duas meninas de vinte e de épocas tão diferentes me ganhou já nos primeiros capítulos.

A nossa protagonista Lara Lington é uma inglesa de vinte e poucos anos que acabou de terminar um relacionamento com o “homem perfeito”. Bem, não foi bem assim... Ele acabou de terminar o relacionamento com ela. Claro que Lara não poderia deixar sua história de amor acabar dessa maneira tão repentina e, então o que ela faz...Acaba mandando “algumas poucas singelas” mensagens para o celular dele. Várias dezenas de vezes por dia... Até o cara trocar de telefone.

Mas é bem nesse momento que pensamos naquela expressão: Sorte no Jogo, Azar no amor...Ou melhor dizendo no caso da nossa querida protagonista; Azar no amor, sorte no trabalho, certo? Errado! Lara abandonou o emprego e investiu todas as suas economias em uma agência de caça-talentos que abriu em parceria com a sua melhor amiga Natalie... Só que Nat encontrou um inesquecível amor na Índia e decidiu ficar por lá.

Tantos problemas na vida pessoal que Lara, NEM PENSAR, contaria para os seus pais. De forma alguma! Quanto menos souberem, melhor. A vida de Lara já está enrolada o suficiente... Obrigada a ir ao enterro da sua tia-avó de 105 anos com quem ninguém da família se relacionava, nossa corajosa heroína pensa, por um minuto, acha que está surtando de vez. Quem não pensaria se, aos vinte e poucos anos, visse o espírito jovem da tia-avó que está morta no caixão pedindo para que ela impeça o enterro?

E ÓBVIO que é o que Lara faz. Afinal, fora pega completamente de surpresa e não é nada agradável ter uma assombração berrando aos quatro ventos bem no seu ouvido. E é justamente nesse momento que a vida de Lara muda radicalmente.

Como é de praxe da Sophie e todos nós que lemos os seus romances sabemos que ela adora fazer isso, vemos Lara se meter em inúmeras situações bizarras, SURREAIS, coisa que nenhuma pessoa gozando de sua plena sanidade faria. Mas é esse temperinho “um tanto” insano que faz toda a diferença, inclusive todas as situações absurdas é o que dá aquele toque a mais e torna a história hilária, surpreendente e impossível de largar.

Mas voltando ao enredo... Sadie Lancaster, a assombração da “adorável” tia-avó, agora persegue Lara por todos os lugares com seu corpinho esbelto, seu cabelo chanel e o estilo glamouroso que tinha aos 23 anos, lá na década de 1920.

Com o passar do tempo Lara percebe que apenas ela pode ver, ouvir e falar com Sadie. Quer dizer, a parte do ouvir fica um tanto mais abrangente. Nossa querida fantasma louca e apaixonada por Charleston consegue “persuadir” as pessoas a fazerem o que ela quer... BERRANDO em seus ouvidos.

Mas então nos perguntamos: O que Sadie quer finalmente com Lara? Um colar! Um lindo colar de libélula todo cravejado com contas de cristais e outras pedras. Colar esse que Sadie carregou por toda sua longa vida e que não poderia seguir em frente sem ele... A única saída e ajuda que ela poderia ter para recuperar o colar é através de Lara que está viva e o mais importante, consegue ver e ouvi-la.

Ambas, então, se envolvem em uma longa e enrolada busca que as tornam amigas e em vários momentos quase rivais. Lara faz tudo ao seu alcance para ajudar o fantasma da tia-avó, afinal, a consciência pesada de tê-la abandonado a vida inteira obriga. A partir daí, o livro deslancha e segue daquele jeito hilário.

Lara e Sadie conseguem se entender a partir de vários favorzinhos: Em troca de achar seu colar, Sadie vai espionar Josh, o ex de Lara, a pedido da própria para persuadi-lo com aquele jeitinho bem singelo, berrando em seu ouvido...

No meio disso tudo, ainda encontramos Ed, um lindo executivo americano muito bem sucedido, que está no auge dos seus trinta e poucos anos, e é o cara que Sadie avista e cai de amores. Como ela não pode sair com ele, obriga Lara a ser o 'seu corpo' e ir a encontros com o moço. Fazendo tudo que ela mesma faria, vestindo o que ela vestiria (roupas de 1920), dançar charleston e falar do mesmo modo que ela falaria.

Sadie e lara formam uma dupla hilária, até mesmo sem querer. Ainda tem aquelas partes super constrangedoras, como quando Sadie obriga Lara a usar um vestido da década de vinte com todos os acessórios que tem direito para ir a um encontro com Ed.

Pois é, juntar duas meninas de vinte de gerações tão diferentes causa uma baita confusão. Especialmente porque Sadie tem uma forte personalidade, suas próprias opiniões e vontades, com um forte senso de liberdade e um orgulho inquestionável.

Juntas, as duas enfrentam o arrogante e multimilionário Bill Lington, o tio de Lara, que ergueu com apenas “duas moedinhas” o maior império do café da Europa. E ainda tem o ponto chave de toda a história. A determinação e a transformação de Lara. Aquela mocinha meio boba do início do livro amadurece com a ajuda de um fantasma divertido, teimoso e que adora se divertir. A tia-avó orgulhosa, independente, também transforma-se ao longo da história...

Mas sem dúvida o que mais me chamou a atenção em Menina de Vinte é o fato da história não ser focada nos amores de um casal apaixonado, quer dizer, não apenas isso, claro que temos a pitada do romance que dá todo o toque, e ainda temos a novidade dentro da narrativa da Sophie com o sobrenatural. No entanto o ponto X da história é a relação de duas parentes, cúmplices, amigas... Duas meninas de vinte e poucos anos que apesar de terem vivido em épocas tão diferentes conseguem nos encantar e, principalmente, encantar uma a outra.

Menina de Vinte (Twenties Girl) teve o seu lançamento nacional em agosto desse ano e já está em todas as livrarias do Brasil pelo selo da Editora Record.

Como vocês puderam perceber eu simplesmente amei Menina de Vinte, mais um livro da Sophie para a minha coleção e recomendo total a vocês. Vale muito a pena adquirir o seu e se apaixonar pelas loucuras e travessuras dessas duas meninas de vinte.

Por Nathália Nóbrega

Mini Shopaholic vem com tudo por ai!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Capa oficial do novo livro da série Becky Bloom: Mini Shopaholic

Gente! Becky Bloom está de volta!!! A consumista mais fofa e querida dos últimos tempos está de volta no novo livro da série Becky Bloom.

Com o título Mini Shopaholic o livro já está em pré- venda em todos os sites de compras britânicos e americanos. De acordo com o site oficial da autora Sophie Kinsella o sexto livro está com lançamento previsto para setembro desse ano.

A Editora Record, a qual está vinculando a série no Brasil ainda não se prontificou sobre alguma possível data de lançamento aqui no Brasil. Mas...como fã declarada que sou já tratei de mandar um email para o editorial deles perguntando sobre o lançamento, se eles já tem alguma data em mente.

Porém...como aqui no Brasil as coisas sempre chegam com um “certo” atraso, acho que só vai rolar o lançamento em meados do ano que vem.

Realmente não sei, não tenho a mínima noção de quando vai ser esse lançamento aqui...mas tenho a certeza de que esse sexto livro não irá decepcionar e que valerá a pena esperar. A Becky NUNCA decepciona! E é bom já ir se preparando para novas intermináveis risadas pois com Sophie Kinsella as continuações sempre superam nossas expectativas.

Para quem não conhece a série de livros da queridíssima Becky Bloom, clique aqui, para ler a recheada resenha que fiz de toda a série.

E para encerrar o post com essa maravilhosa notícia vai a sinopse do 6º livro da série, MINI SHOPAHOLIC, a qual tirei do site oficial da autora Sophie Kinsella.

Sinopse Traduzida:

“Becky Brandon (nee Bloom) pensava que ser mãe seria bem simples - mas é bem mais complicado do que ela pensava. Minnie de dois anos, filha de Becky e Luke, é uma pequena levada que criou prejuízo em todos os lugares de Harrods a Harvey Nicks, até o seu próprio batizado. Ela chama táxis ao acaso, sua palavra favorita é 'meu/minha', e ela já tem uma inclinação por bolsas Balenciaga. A própria Becky já se encontra em vias de um colapso.

E com tudo isso, ela e Luke ainda estão morando com seus pais, há uma grande crise financeira portanto todos estão tendo que se controlar - incluindo todos os seus clientes de compras - e seu marido Luke está se sentindo pra baixo por causa da morte de sua madrasta.

Para animar Luke, Becky decide fazer-lhe uma festa de aniversário surpresa - dentro do orçamento - e é aí que as coisas começam a se complicar. Enquanto Becky tenta manter a organização da festa em sigilo, mal-entendidos e desculpas brotam por todos os lados, fazendo com que ela se meta num ninho de mentiras que nem a própria consegue controlar. Será que Becky vai desistir da surpresa? Ou Minnie irá acabar entregando algo? Será que os padrinhos de Minnie vão parar de discutir? Quem vai acabar sendo desobediente e quem ganhará uma estrela de ouro? E o que vai acontecer quando Becky descobrir que Luke também guarda um segredo?”

Tradução da sinopse: Barbara Brayner

Vídeo tirado do site oficial da autora Sophie Kinsella, com a própria narrando em inglês algumas partes do novo livro da série.



Ah! No final do vídeo, a Sophie diz que a cena final desse livro foi a cena que ela mais gostou de escrever.

Quem esta ansiosa para ler esse sexto livro levante a mão... Eu já levantei as duas xD

Por Nathália Nóbrega

Bonequinha com Diamantes

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Um verdadeiro romance urbano contado de forma mágica, cheio de delicadeza e sentimentalismo.
O ano de lançamento do filme foi 1961, originalmente rodado em preto e branco e recentemente colorizado em uma versão digital.
Bonequinha de Luxo, estrelado pela famosa atriz Audrey Hepburn, é um dos clássicos que ninguém pode deixar de ver. A história foi escrita originalmente em 1958 pelo famoso escritor e jornalista norte-americano Truman Capote, virando filme logo em seguida.
Além de muito romantismo, o filme tem um ar luxuoso, muito elegante e só podia ser rodado em uma cidade como Nova York.

E para demonstrar esse mundo de glamour, a protagonista Holly Golightly abre o filme com a cena da personagem apreciando a vitrine da Tiffany's.
Cena essa que foi considerada um clássico do cinema, bem como uma das últimas cenas que fecha o filme onde Holly procura seu gato em um beco sob forte chuva.

Holly é uma garota de programa de luxo que mora sozinha em seu apartamento tendo como companhia apenas o seu gato.
Ela sempre toma seu café da manhã em frente à joalheria Tiffany’s sonhando com os diamantes que poderá ter quando for rica, o que se torna mais evidente em seu título original Breakfeast at Tiffany’s.
Se eu encontrasse um lugar de verdade que me fizesse sentir do jeito que me sinto na Tiffany’s, eu compraria alguma mobília e daria um nome ao gato”, frase de Holly em uma das passagens do filme.

Ela tem a doçura e meiguice de “bonequinha” e a sensualidade selvagem e envolvente de uma mulher. É impossível não simpatizar com Holly, porque ela é extremamente simpática e meiga, mesmo que pense em dinheiro e aja em função dele o tempo todo.
Como disse acima Holly só pensa em dinheiro e não faz questão de esconder que gosta da riqueza, mas o mais interessante é que isso não faz dela uma mulher esnobe, pelo contrário, a simplicidade que ela possui a qual contradiz seu gosto pela riqueza, apenas acrescenta mais simpatia a ela.

Outro ponto interessante é o desapego material que ela tem, algo estranho se formos pensar em pessoas que vivem em função do dinheiro e cultuam as aparências. Seu apartamento quase não tem mobília e seus pertences ficam jogados pelo chão.
Na sala há apenas um sofá que é uma banheira cortada ao meio com almofadas coloridas.

O telefone fica escondido dentro de uma mala e a mascara de dormir tem o formato de pálpebras fechadas com longos cílios purpurinados.
Seus sapatos espalhados por toda casa termina de dar um clima divertido e ao mesmo tempo contraditório com os ideias da nossa protagonista.

No entanto os planos de Holly de tornar- se rica começam a mudar quando ela conhece Paul Varjak, um jovem escritor que acaba de se mudar para o apartamento ao lado.
Paul é sustentado pela amante, e assim que conhece Holly e a vida que leva ele a compreende perfeitamente começando assim um princípio de amizade e carinho entre os dois.

O relacionamento deles é abordado de maneira inteligente: não vemos um amor tórrido, mas encontramos mais companheirismo e amizade entre eles.
Para o escritor não interessa tudo aquilo que interessa a todos os outros homens que andam ao redor de Holly, uma verdadeira boneca de luxo. Por isso mesmo, pelo desinteresse carnal que ele manifesta, Holly confia-lhe a sua amizade.

Cenas inocentes e hilárias, como o passeio a joalheria Tiffany´s onde os dois procuram um presente barato, de apenas 10 dólares; ou a cena onde Holly e Paul roubam de uma loja duas máscaras de criança apenas por diversão; e o momento em que Holly descansa sobre o colo de Paul marcam a amizade entre os dois. O gigolô inevitavelmente se transforma quando passa a conviver com Holly, redescobrindo nas pessoas e na vida a inocência e o amor.
Devo dizer que esse sim é um grande clássico que ninguém pode deixar de assistir. Uma historia encantadora de uma mulher, louca por uma loja. O filme busca seu passado que ninguém imagina que foi como foi. Um filme com um elenco maravilhoso, a protagonista a famosa Audrey Hepburn.

Uma autentica comédia romântica no seu estilo mais clássico.

Comentários e Curiosidades

Bonequinha de luxo foi ganhador de dois oscars, melhor trilha sonora para a canção Moon River de Johnny Mercer e Henry Mancini (Feita especialmente para Audrey Hepburn cantar em uma das passagens do filme), e melhor direção de arte e figurino (O destaque vai para o vestido preto longo e justo em que Audrey aparece vestida apreciando a vitrine da Tiffany's).
Esse mesmo vestido foi feito pelo estilista francês Hubert Givenchy, e foi costurado sob medida para a própria Audrey especialmente para o filme. O vestido ficou eternizado como: o pretinho básico, e posteriormente virou um clássico da história da moda, entrando para o hall dos vestidos mais desejados desde 1961 até os dias de hoje.

E foi por meio deste mesmo vestido que o estilista Givenchy mostrou a que veio. Ele virou o estilista pessoal de Audrey Hepburn e a partir de Bonequinha de Luxo continuo confeccionando todos os vestidos e figurinos da atriz em seus filmes. Givenchy geralmente a classificava como “um ideal de elegância e uma inspiração”.


Algumas homenagens a Audrey Hepburn:

Um shopping em São Paulo, em parceria com o Senac, preparou uma exposição intitulada "80 anos de Audrey Hepburn".

A mostra contou com criações inspiradas nos figurinos de suas personagens nos filmes "A Princesa e o Plebeu" (1953), "Sabrina" (1954), "Cinderela em Paris" (1957) e claro, "Bonequinha de Luxo" (1961).


Celebridades incorporando Audrey Hepburn:

A capa da última edição da revista Harper's Bazaar é uma homenagem à Audrey Hepburn. A atriz Natalie Portman aparece vestindo o famoso tubinho preto criado por Givenchy para o filme “Bonequinha de Luxo”. Muito parecida com a “bonequinha” original, Natalie incorpora perfeitamente a personagem de Hepburn do lendário longa-metragem.

A personagem Blair Waldorf de Gossip Girl, é fã de um dos filmes da atriz, “Bonequinha de Luxo” tanto no livro quanto na série de TV. Por essa razão, todos os figurinos da personagem são inspirados em Audrey Hepburn.
Paris Hilton tentando encarnar Hepburn. (Sem comentários...)

Vinte modelos Europeias desfilam pelas ruas de Milão com figurinos inspirados em Audrey Hepburn.

Natalia Guimaraes, ex Miss Brasil, encarnando Holly de Bonequinha de Luxo.

Modelo encarnando Audrey Hepburn na Vogue.


No ano 2000 foi lançado o filme The Audrey Hepburn Story, uma homenagem a Audrey que gerou críticas da mídia e o desagrado dos fãs, devido à escolha da atriz Jennifer Love para o papel principal.

Mini Perfil de Audrey Heburn

Audrey Kathleen Ruston, mais conhecida como Audrey Hepburn, nasceu na Bélgica, no dia 4 de maio de 1929. Filha de um banqueiro britânico com uma baronesa descendente de reis ingleses e franceses a atriz ganhou fama mundial ao interpretar a personagem Holly em Bonequinha de Luxo. Hepburn também estrelou outros filmes que se tornaram clássicos, como "A Princesa e o Plebeu" (1953), “Sabrina” (1954), “Guerra e Paz” (1956), “My Fair Lady” (1964).

Audrey foi considerada, a príncípio, uma garota "alta, muito magra, de pés excessivamente grandes para se tornar uma estrela". Mas mesmo vivendo na época em que as baixinhas, de curvas generosas, pés miúdos e olhos claros imperavam, ela soube usar os seus "defeitos" como seus dons e conquistar o mundo com seu lindo rosto, sua elegância e seus profundos olhos castanhos.

Hoje a atriz é considerada além de uma das divas do cinema um dos maiores ícones fashion, e é usada como referência pelos “fashionistas” quando se trata de “alguém com estilo”.

Audrey Hepburn faleceu em 20 de janeiro de 1993, aos 63 anos.

Dicas da autora do post:

Minha dica vai para a coletânea que ganhei com os 9 maiores sucessos da Audrey Hepburn. Nove filmes que viraram clássicos do cinema e da história da moda. Vale muito a pena conferir para quem gosta dos grandes clássicos. (A venda na Livraria Cultura)





E para encerrar o post vai uma imagem com os lindos acessórios que a Audrey usou no filme Bonequinha de luxo...
Eu amei todos e vocês?! xD


Por Nathália Nóbrega
 

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